Voltar para o blog
Quanto os marketplaces de delivery realmente comem do lucro do restaurante?
negocios27 de maio de 20265 minutos de leitura

Quanto os marketplaces de delivery realmente comem do lucro do restaurante?

Entenda quanto os marketplaces de delivery pesam no lucro do restaurante: comissão, taxa de pagamento e entrega. Veja a conta real e como equilibrar com canal próprio.

"Quanto os marketplaces de delivery realmente comem do lucro do restaurante?" é uma das perguntas que mais aparece quando o dono senta para fechar as contas do mês. O faturamento pelos aplicativos de entrega parece saudável, mas o valor que efetivamente cai no caixa conta outra história. O motivo não é um número único — é a soma de várias cobranças que, juntas, abocanham uma fatia maior do que parece.

O ponto importante: os marketplaces não cobram "só uma taxa". Eles cobram comissão sobre o pedido, taxa de pagamento online e, dependendo do plano, custo ligado à entrega. Cada uma isolada parece pequena. Somadas, e aplicadas sobre o faturamento, elas comem boa parte da margem — especialmente em restaurantes que trabalham com ticket baixo.

Neste post, vamos abrir essa conta de forma realista, sem demonizar os marketplaces, e mostrar como equilibrar a operação para o lucro não evaporar.

A solução principal: enxergar o custo total por pedido, não só a comissão

O erro mais comum é olhar apenas a porcentagem de comissão e achar que é só aquilo. O custo real de vender pelos marketplaces é a soma de todas as cobranças sobre cada pedido. Sem esse número na ponta do lápis, você não sabe se está lucrando ou apenas girando dinheiro.

As cobranças costumam se dividir assim (os percentuais variam conforme o plano contratado e mudam ao longo do tempo):

  • Comissão por pedido: os marketplaces costumam cobrar entre 12% e 30% por pedido, ficando na faixa mais baixa nos planos básicos (sem entrega pela plataforma) e mais alta nos planos com entrega inclusa.
  • Taxa de pagamento online: um percentual adicional sobre pedidos pagos pelo app.
  • Custo de entrega: embutido ou rateado, dependendo do modelo.

Os valores acima são ilustrativos e mudam por plano, região e período. Confirme sempre as condições atuais no seu contrato antes de calcular.

A conta que assusta quem nunca fez

Pegue um pedido de R$ 50 em um plano com comissão de 23% mais taxa de pagamento. Some tudo e não é raro o custo passar de R$ 13 a R$ 15 só de plataforma — antes de você pagar insumo, embalagem e equipe. Se o seu CMV (custo da mercadoria) já é de 30% a 35%, sobra pouco. Em pratos de ticket baixo, alguns pedidos podem até sair no zero a zero ou no negativo.

Por isso o material do Sebrae sobre formação de preço e margem em pequenos negócios é tão útil: sem precificar considerando a comissão, o restaurante vende mais e lucra menos sem perceber.

Marketplace não é vilão — dependência é

Vale separar duas coisas. Os marketplaces entregam alcance: colocam o restaurante na frente de gente que nunca ouviu falar dele. Isso tem valor real, principalmente para quem está começando ou quer testar uma região.

O problema aparece quando 100% das vendas passam por lá. Aí cada cliente recorrente — o que já pediu várias vezes e voltaria de qualquer forma — continua custando comissão. Você paga taxa de captação por quem já era seu.

Como equilibrar a operação

  • use os marketplaces como vitrine para atrair clientes novos;
  • crie um canal próprio para receber o cliente que já conhece o restaurante;
  • ofereça um motivo claro para o cliente pedir direto (benefício, frete menor, atendimento);
  • acompanhe quanto do faturamento vem de cada canal todo mês.

O objetivo não é zerar os aplicativos de entrega. É reduzir a dependência para que a comissão pare de incidir sobre quem já é cliente fiel.

Indicadores para acompanhar todo mês

Para saber de verdade quanto os marketplaces comem do seu lucro, acompanhe:

  • percentual do faturamento que vem dos marketplaces;
  • custo total de plataforma por pedido (comissão + pagamento + entrega);
  • ticket médio no app x no canal próprio;
  • margem líquida por canal, não só o faturamento bruto;
  • quantos clientes recorrentes ainda pedem só pelos apps de delivery.

Com esses números, a decisão deixa de ser emocional. Você passa a saber exatamente onde está perdendo margem e quanto ganharia migrando parte do volume.

Como a Quickap pode ajudar

A Quickap dá ao restaurante um canal de pedidos próprio, em que as vendas chegam direto sem a comissão por pedido cobrada pelos marketplaces. Você mantém o cardápio digital, recebe o pedido pelo WhatsApp ou pelo seu canal e fica com o histórico do cliente. Usando os marketplaces para captar e a Quickap para reter o cliente fiel, a conta do mês muda — e o lucro que estava sendo "comido" volta para o caixa.

Conclusão

Quanto os marketplaces comem do lucro depende do plano, do ticket e da fatia de vendas que passa por lá — mas quase sempre é mais do que a comissão isolada sugere. O caminho não é brigar com os aplicativos de entrega, e sim parar de depender só deles: usar os marketplaces para atrair e um canal próprio para manter o cliente recorrente sem pagar comissão sobre cada compra.

Faça a conta do seu custo total por pedido hoje. Se ele estiver apertando a margem, comece a construir o caminho direto com o cliente — é ali que o lucro reaparece.

Crie seu cardápio grátis

Pronto para vender mais sem taxa por pedido?

Crie seu cardápio digital grátis e comece a receber pedidos hoje.